BOI VELHO
A
fazenda Boi Velho abrangia uma área que se distendia para além da crista da
serra das barrigudas. Toda essa enorme extensão de terras pouco cultivadas
pertencia a uma única família, a família Torres, que nem sequer avaliava o que
possuía. A casa grande da fazenda, de quatro águas como se dizia naqueles
tempos; localizava-se no meio das caatingas donde se avistava o lombo da serra
azulada no horizonte. Cheia de portas e janelas, com um mirante ao lado,
dava-lhe certa imponência e de lá se divisava a distância a torre da igreja do
povoado Salgado. Na várzea do Icó onde as elevações das margens se avizinhavam,
lá estava o açude, onde águas represadas pareciam um grande lago espelhado no
meio das caatingas. Ali bebiam os gados e faziam-se as pescarias temporárias ou
quando se desejava fritar alguns piaus ou curimatãs. Pouco se cuidava de
agricultura propriamente do fazendeiro. As lavras ou roças pertenciam aos
moradores distribuídos pela propriedade e, muitos deles encarregados da defesa
da casa e do patrimônio. O coronel Torres, sempre acompanhado, percorria
constantemente os vastos campos, montado num de seus possantes e treinados
cavalos de sela. Já sabia onde pastavam os gados nas diversas fases do ano.
Durante o período chuvoso, a gadaria detinha-se nas pastagens dos tabuleiros e
durante o período seco espalhava-se pelas serras ou pelas quebradas da serra
das Barrigudas. Dificilmente uma seca impunha a queima de “espinhos” para
refrigerar os rebanhos.
A
fazenda Boi Velho criara fama na região. Não se entrava ali sem conhecimento do
proprietário, para qualquer diligência, mesmo a polícia. Aliás, em qualquer
circunstância o coronel Torres ditava as regras do jogo. Ele mesmo mandava ou
não a pessoa infratora se entregar.
Bastaria
ser avisado. Havia respeito e homens de bem.
O
casal Torres e seus três filhos constituíam um exemplo de família. Todos os
filhos estudaram em Cajazeiras, a terra do padre Rolim. Ali só se discutia em termos
de família, sem amargor e sem egoísmo. Antônio Torres, o do meio, rapagão
rígido e alegre, tinha uma boa pontinha de orgulho de ser Torres. Não pelos haveres
da família, mas pela consideração que mereciam.
Em
Boi Velho não se praticava arbitrariedade e se amparava os injustiçados. O
coronel Torres sabia distinguir coragem de valentia. Arruaceiro e ladrão não
botavam os pés ou esquentavam o assento nos seus domínios. Também não tolerava
amancebado, nem se bulia impunemente com a filha de ninguém.
– Quer mulher,
que se case!
Era o lema. E ninguém se atrevia a desobedecer.
Com duas filhas moças dentro de
casa, dona Angélica vivia preocupada. Moça era para se casar e no meio daqueles
tabuleiros e pés de serra sertanejos tudo lhe parecia difícil. Uma visita ou
outra de tempos em tempos não ofereciam oportunidades ao surgimento de afeições
que pudessem conduzir a um noivado. E mais ainda, dada à condição social da
família, muitos rapazes não procuravam se aproximar. E seria, talvez, entre
esses moços simples, onde estariam os melhores partidos para suas filhas.
Dona Angélica
desejava mudar-se para uma boa cidade, com o pensamento voltado unicamente para
suas filhas moças. Gostava da vida tranquila da fazenda, mas não lhe parecia
justo manter as meninas, como ela chamava, naquele internato da roça. Falou com
o Sr. Torres que não concordou com a ideia. Iria sim fazer passeios mais
demorado, assistir festas, dar às filhas as oportunidades que foram sugeridas.
Não seria fácil, a ele, adaptar-se ao ambiente das cidades, fazer novo
relacionamento; enfim mudar completamente seus hábitos tradicionais de homem do
campo. O seu meio era aquele, com os seus compadres, suas comadres, seus
vaqueiros, o açude, as pescarias, os gados, as casas e as famílias dos
moradores. Até mesmo a passarada que habitava o velho pomar de mangueiras, cajueiros,
goiabeiras e coqueiros. Iria lhe fazer imensa falta. São pequenas coisas que se
grudam ao coração das pessoas e não podem se despregar sem uma mutilação
sentimental. Reconhecia que as filhas exigiam um ambiente social bem diferente.
Mas sentia-se sem condição de acompanhá-las na mudança.
Instalaria
casa na cidade próxima, isto sim, e lá habitariam mulher e filhas, se assim o
desejassem. E a iniciativa vingou. Ele mesmo passaria na cidade, apenas os dias
de finais de semana. Depois, quem sabe, poderia até acomodar-se.
- Toma conta
de tuas filhas.
O coronel
Torres mudou-se em definitivo para a cidade. Não perdia missa.
- Olha estás
muito misseiro. Não eras assim de certo tempo para cá. Será que está
acontecendo alguma coisa. Abre teus olhos. Se te pego bicho, arranco-te o
fígado e dou aos gatos.
- Vou por pura
fé, Angélica.
- Em todo caso
vou te prestar mais atenção. Há muita mulherzinha saçaricada por aí. E está história
de te mudares para cá pode ter água no bico.
- Em minha
idade, Angélica?
- Para
safadeza não há idade. E há tanto velhote enxerido. E logo tu, criado e mantido
com leite puro e carne de sol sertaneja. Além disto, tenho notado que me andas
de bigode bem aparadinho, cabelos bem penteado, gravata nova e vistosa. Vou findar
amassando tuas roupas e escondendo as loções e brilhantinas.
- Que bobagem,
Angélica. São exigências, da sociedade. Como queres que eu ande?
- Com vergonha
nessa cara de pilantra.
- Está certo.
Entra para o quarto.
- Há esta
hora?
- Toda hora é
hora para rezar...
A
cidadezinha teve assunto por vários dias. A família Torres mudara-se para a
cidade. Comprara a casa grande de Seu Abílio, a mais importante moradia do
lugar. Espaçosa, alta, cercada de varandas e um quintal que parecia um sítio.
-
É isto mesmo, cheio das granas, faz o que quer. Seu Abílio está de bolso
apipado. Velho de sorte. Iria morrer dentro daquele convento e sem dinheiro
para o enterro. Cada um tem o seu dia.
A
mansão, toda pintada de róseo, por fora, tomara logo outro aspecto. Tinha-se a impressão
de que estava novinha em folha. A rapaziada agitou-se, não com a renovação, mas
com as duas moças que frequentemente desfilava pelas varandas ou ficavam nas
cadeiras de balanço das alpendradas, como dois frutos que deveriam ser colhidas
antes da maturação. Não eram modelos de beleza, mas tinha o todo agradável, uma
simpatia dessas simpatias de sertanejas sorridentes e atrativas. Ademais,
cheiravam a moças ricas. Como eram de esperar não faltaram visitas e mais
visitas. Com pouco tempo estava formado o novo ambiente social para uma
desforra de tantos anos de recolhimento na roça.
Não
tardaram as serestas, fossem ou não noites de luar, à exceção dos dias em que o
coronel Torres estava em casa.
Lia e Lina estava de espírito
renovado.
Pensavam
no dia do aniversário das duas, gêmeas que eram. Se na fazenda a comemoração
era singela, com alguns doces e abraços, ali na cidade sonhavam com uma
festividade bem diferente, inclusive com muitos convidados e uma dança de pegar
o sol com a mão. Quanto do restante, já se sabia o que desejavam. Mas, nada
iria acontecer se o papai não consentisse o que seria pouco provável. No
sábado, dia de feira, Torres deveria chegar. Quem, no entanto, teria coragem
para tocar no assunto. Apenas dona Angélica poderia sugerir-lhe, sem, todavia, falar
em nome dos filhos e como se elas ignorassem o que pretendia fazer.
- Torres, deve
estar lembrado que as meninas aniversariam no próximo dia 18 de março. Até hoje
não festejamos o seu aniversário como elas merecem. Sabes também que aqui na
cidade têm os olhos em cima da família Torres. E se chegarem, a saber, que
deixamos de festejar o aniversário das duas, iria com certeza nos censurar.
Elas ficariam muito felizes se lhes prestássemos essa homenagem.
- Concordo
contigo, Angélica, mas conheço pouca gente daqui e temo desagradar alguns que,
por acaso, não sejam convidados. Até mesmo pessoas de destaque social.
- Por isto
não. Eu me encarregaria dos convites. Já tenho algumas amigas entre casadas e
moças, o que facilitará os convites. É necessário também que te tornes mais
popular. Uma festa simples, mas, que agrade a todos. Naturalmente as despesas
com jantar, e bebidas e arranjos não serão desprezíveis, no entanto, também não
serão exageradas. Faremos o máximo de economias. O bolo de aniversário sabe bem
que eu e as meninas o faremos. Igualmente bolinhos, pastéis e impadas.
Posso comunicar às meninas?
- Pensa bem.
Vão ter muito trabalho e eu não tenho jeito para essas coisas. Além disto, não
podemos decepcionar os convidados.
- Há mais um
detalhe. Aqui no interior uma festa de aniversario sem baile, não se coaduna
com os hábitos do povo.
- Isto vai
complicar as coisas. E, além disso, as meninas creio, nem sabem dançar. Seria
um fiasco. Igualmente, julgas conveniente encher a casa de rapazes? Quero ver
nossas filhas agarrar com qualquer um!...
- Qual é a
moça que não sabe dançar, Torres. Já nascem sabendo. Poderão também treinar uma
com as outras, semanas antes. Moças deste sertão dançam mais do que
carrapeta... E quanto a rapazes, só convidaremos gente limpa, de boa família.
Mas tem muito cabritinho enxerido.
- Ora, se
alguém faltar com decoro, convida-se para sair ou chama-se atenção.
- Eu mesmo não
vou fiscalizar nada.
- Também não
irá precisar. Ficarás para lá tomando tuas cervejas com teus amigos. Mas tem
uma coisa, não vai te enxerir para o lado das mulheres.
- Eu, com esta
cara. Achas?
- Sei lá. Há
muita dona que não escolhe cara, e, sente orgulhosa em flertar com o dono da
festa, fazer certas intimidades com o coronel Torres, o maior fazendeiro da
terra. Vê bem.
- Não deverias
ter me chamado atenção para essas coisas. Não se catuca o cão com vara curta...
-
Pois sim. Não te metas...
- Vai depender
das circunstâncias...
- Bem, vocês
que se encarreguem de tudo tivestes uma ótima idéia. Mas abres os olhos de Lia
e Lina. Que não se soltem, senão acabarei com a alegria...
- Deixa as
meninas para lá. Elas têm muito juízo e sabem bem o que fazem.
- Meçam bem a
coisa para não faltar nada. Toma a chave das gavetas. Mas não me arrebentem.
- Que nada.
Tudo será especificamente calculado.
E, afinal, chegou o 18 de março.
Não faltou quem viesse ajudar nos preparativos. Senhoras, moças e alguns
rapazes.
Mesas trazidas
pelos convidados encheram a sala e as varandas. Seria uma coisa jamais vista na
cidade.
O coronel Torres
entrou em casa e admirou o arranjo – Mulherzinha danada prometeu e fez melhor
do que esperava. Deveriam ter esvaziado as gavetas. Disfarçadamente foi revistá-las.
Parecia até que não havia bulido no dinheiro. – Mulher faz milagre. Tomou logo
uma cerveja, acendeu um cigarro e pôs-se a observar o movimento, o entra e sai
das pessoas, que colaboravam. E considerou que o lugar de se viver era mesmo na
cidade. Lá no mato ninguém se animava a tanto. Servia só para juntar dinheiro,
dormir cedo e ouvir a passarada cantar. Já estava mesmo no tempo de mudar de
vida.
E, no mesmo
momento, tomara a decisão de mudar-se também. Fazenda uma vez ou outra. O filho
que tomasse conta com os vaqueiros e moradores, já estava ficando velho e
precisava descansar e mais conforto. O filho bem que poderia se casar e ficar
por lá até se enjoar também.
À tardinha a
casa começou a se encher inclusive de gente pobre que tinha lá atrás numa
palhoça. Dona Angélica não se esquecera de ninguém. Uma varanda, a de frente,
destinada aos homens mais respeitáveis. As duas outras para as mulheres e a
mocidade. Velho lá para um canto, comendo, bebendo e batendo papo. Contando
casos, vantagens e anedotas ou mesmo mentindo. Tudo dava no mesmo, contanto que
deixasse em liberdade o restante. Um grupo de mocinhas da terra servia
atenciosamente. Meninas escolhidas, de boa aparência e desembaraçadas. Somente
isto já era um atrativo. E delas se aproveitam os respeitáveis chefes de
família no terraço da frente. E o mais curioso é que elas gostavam de ser admiradas.
Palmadinhas, ligeiros beliscões, batidas de joelho nas pernas. Pena era que as
patroas tão confiantes não vissem...
Depois de
apagadas as velinhas, sopradas pelas duas ao mesmo tempo, o sanfoneiro derreteu
a concertina e os pares encheram o salão. Lia e Lina foram as primeiras a dançarem
sozinhas. Uma valsa bem ensaiada. Na verdade, já estavam com dois namorados.
Até os “respeitáveis” foram presenciar o inicio do baile.
- Bem que
dizia Angélica. Moça já nasce sabendo dançar. Que diabo estava eu fazendo nos
matos tanto tempo. Matando minha mulher e minhas filhas de solidão!
Quando as duas
pararam, beijou a ambas e desejou-lhe felicidades. Mas foi se sentar
preocupados e quem seria os dois que dançaram com as filhas. Se não foi coisa
já planejada, estava visto que era começo de namoro. Aliás, muito parecidos, os
dois. Caras de irmãos. Coisa preparada pela Angélica e as meninas, com certeza.
A festa quase amanhece o dia. Ninguém desejava deixar um ambiente tão
agradável, tão convidativo.
A festa deixou
marcas na cidade e no povo. Sem luxo, mas, completa.
O velho Torres queria fazer
perguntas, mas não encontrava jeito. Não era habituado a dar confiança com
perguntas que consideravam infantis ou de alcoviteiro. Não fazia perguntas, mas
ficava se mordendo de curiosidade. Ficara lá para um recato com os amigos e não
prestara atenção no volteado da juventude e das mulheres que atiçavam namoros.
As filhas eram duas inocentes. Criadas na roça e em internato de freiras,
coitadas, não possuíam experiência da vida social. Andava de orelha e nariz no
ar para ver se pescava conversações e comentários da festa. Observava que a
mulher e as duas teciam as coisas quase em silêncio, o que o intrigava. Estava
como se tivesse ido a Roma e não tivesse visto o Papa. E chegou a um ponto que
não se conteve. À hora do almoço, abriu a conversa. – Então, gostaram da festa.
- Ora, Torres,
foi excelente.
- Maravilhosa!
Papai.
- Ainda bem
que gostaram e devem ter se distraído bastante.
- Fizemos
muitas amizades, conhecemos muitas moças, muito rapazes, muitas senhoras
distintas.
- Ainda bem
que se não foi em vão que fizemos à festa. Havia-se de comemorar o aniversário
de vocês duas.
Também já era
tempo, meninas. Na roça a gente nem se lembra dessas coisas. Trabalha-se,
trabalha-se e dorme-se com uns anjinhos implumes. Vida saudável, mas sem esses
atrativos. Afinal, o baile foi como desejavam?
- Bom até
demais. Muita moça...
- E a
rapaziada conduziu-se bem?
Ah! Muito
respeito e muita alegria.
Para o Torres
a coisa continuava indefinida. O coronel Torres era experiente e ficou à
escuta. Na hora da missa observava as filhas e nem tinha tempo de prestar
atenção ao ofício e ao sermão do vigário. E foi então que notou que dois
rapazes estavam de olho nas meninas. Elas cochichavam e riam com os olhos. E
depois da missa o coronel saudou-os. Que tal o sermão do padre. Não acharam a
missa um tanto arrastada. Pareceu.
- Não, pai.
Tudo tão curto.
- E sobre que
falou o vigário, no sermão?
- Só me lembro
do fim, quando falou sobre a caridade e pediu espórtulas para a igreja, como
sempre faz.
- Mas, olhe,
na igreja ninguém cochicha. É falta de respeito a Nosso Senhor. E como um
assunto puxa outro, não se encontraram por acaso com pessoas que vieram à nossa
festinha? O que dizem a respeito. É conveniente ouvir para evitar falha no
futuro.
- Temos visto
muitas e todas estão esperando por outro aniversário. Hoje na igreja vimos
várias pessoas que sorriem para a gente num sinal de que gostaram.
- Quem aprecia
mais, as moças ou os rapazes. Sei que minha turma adorou.
- Rapazes e
moças. Quanto às senhoras mamãe é quem sabe...
O coronel
Torres percebia que as meninas eram mais sagazes do que pensava. Deixava-o
sempre no ar.
Foi à fazenda,
como de costume, mas resolveu, de caso pensado, voltar no dia seguinte à noite.
E foi aí que descobriu o segredo das meninas. Pegou-as com os namorados na
maior efusão. E certificou-se então que a festa não fora em vão. O susto dos
quatros deixou-os tontos.
O Torres, no
entanto, desfez o vexame. Cumprimentou os moços com alegria, ofereceu-lhes a
casa e entrou para comentar com dona Angélica.
- Parece que
as meninas estão progredindo. Dava-me pena aquela vida de isolamento da
fazenda. Afinal de contas as moças têm direito a uma convivência mais afetiva.
- Pelo que
noto Torres, vai dar em casamento. As meninas não falam noutra coisa. Apenas
tinham receio de tua reação.
- Ora mulher,
moça que não se casa termina insuportável e frustrada. E os dois. Quem são?
- Ah! Gente
das melhores famílias. Não são pessoas ricas, mas, excelentes rapazes.
- Elas não
precisam de dinheiro, mulher, mas unicamente de bons maridos. Dinheiro dar
conforto, mas não dá felicidade a ninguém. As vezes até atrapalha.
- Um é filho
de fazendeiro e o outro de comerciante. Frequentaram colégio, mas preferiram o
campo e a loja. Dizem minhas amigas que não podia haver melhor escolha. São
aqueles dois que dançaram a valsa com elas. E são muito religiosos.
- Vi-os na
igreja e não tenho dúvidas disso. Apenas os santos de sua devoção não era Nossa
Senhora da Conceição. Eram santas Lia e santa Lina. E olha os quatro nem sabem
para onde foi missa e sermão. Essa história de namoro em casa de oração é um
ato pecaminoso.
- E onde foi
que nos conhecemos, hem Torres? Só faltava me agarrar na igreja. Pelo menos me
engolia com os olhos e bulias comigo nos gestos. Nem sei como o padre não te
expulsava da igreja. Lá a rapaziada e as moças vão mais para namoro mesmo. Essa
história de terço e livro de reza nas mãos é somente aparência. E há porventura,
religião melhor do que um bom namoro. E se acabasse com namoro nas igrejas
católicas, só iriam lá os velhos e isto mesmo nem todos. Um sorriso trocado na
igreja é a mais milagrosa água-benta. Não sei por que, mas é assim mesmo. Bem
sabes disto...
João Henriques da Silva
Meu pai
Nenhum comentário:
Postar um comentário