Robério ou bel como
era chamado pelos irmãos mais chegados, acho que nunca o encarei de frente para
chama-lo de Bel. Talvez por eu ser um “estranho no ninho”. Família é coisa
muito difícil de se explicar onde começa e onde termina...tivemos poucas relações
durante a vida. Sempre ariscos, não sei porquê? Hoje, através da ciência
espirita, é que sabemos, por cima, porque nos juntaram num mesmo lar. Coisas da
vida planetária.
De vez enquanto e
principalmente quando ouço boleros antigos, surgem imagens perfeitas dele
cantado essas músicas que nunca saíram da minha memória de menino lá pelos
lados de João Pessoa; ele, Guy, Nadir, todos com vozes maravilhosas que até
hoje me emociono quando ouço por exemplos as músicas: Marina, morena você se
pintou... e por aí vai. O tempo passa e a saudade aumenta.
Passei batido pela a
data do seu aniversário que foi no dia 17 de setembro, contudo, portanto e por
isso estou tomando umas e ouvindo na voz dos antigos cantores suas canções
maias queridas.
Até breve,
Grijalva
Marina
Marina morena, Marina
Você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que Deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango
Marina, não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, Marina morena
Mas eu estou de mal
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, Marina morena
Mas eu estou de mal
De mal de você
De mal de você
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