A Meu Pai
Morto
Augusto dos
Anjos
Madrugada de treze de janeiro.
Rezo, sonhando, o ofício da agonia.
Meu pai nessa hora junto a mim morria
Sem um gemido, assim como um
cordeiro!
E eu nem lhe ouvi o alento
derradeiro!
Quando acordei, cuidei que ele
dormia,
E disse à minha Mãe que me dizia:
"Acorda-o!" deixa-o, Mãe,
dormir primeiro!
E sai para ver a Natureza!
Em tudo o mesmo abismo de beleza,
Nem uma névoa no estrelado céu.
Mas pareceu-me, entre as estrelas
flóreas,
Como Elias, num carro azul de
glórias,
Ver a alma de meu Pai subindo ao Céu!
Ofereço
essa poesia do augusto ao meu pai que pegou carona no carro azul de gloria do
mestre Elias. Apenas as datas diferem.
Meu pai desencarnou no dia 16 de abril de 2003, tendo nascido no dia 20
de setembro de 1901.
Minhas
singelas homenagens ao seu aniversário.
Grijalva
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Venha comentar minhas publicações, obrigado estarei aguardando !