quarta-feira, 12 de agosto de 2026

AS ABELHAS E OS ZANGÕES E A VESPA JUIZ

 

AS ABELHAS E OS ZANGÕES E A VESPA JUIZ

 

Lembranças do meu tempo no ginásio, onde se aprendia latim e francês.

 

As abelhas tinham feito seus favos no alto de um carvalho.

 

Os zangões preguiçosos diziam que eram deles.

 

O litígio foi levado ao foro, com a vespa de juiz;

 

Esta, uma vez que conhecia muito belamente ambos os gêneros,

 

propôs para as duas partes esta lei:

 

“Vosso corpo não é diferente e a cor é igual,

 

de modo que, com razão, o caso resultou em completa dúvida.

 

Mas, para que meu escrúpulo não cometa um erro por imprudência,

 

tomai as colmeias e vertei vossa produção nas ceras,

 

para que do sabor do mel e da forma do favo,

 

apareça o autor das coisas de que se trata agora”.

 

Os zangões recusam, às abelhas a condição agrada.

 

Então aquela apresentou esta sentença:

 

“Está claro quem não pode fazer e quem fez.

 

Por isso restituo às abelhas o seu fruto”.

 

Eu teria passado esta fábula em silêncio,

 

se os zangões não tivessem recusado o trato combinado.

 

 

Apes et fuci vespa iudice.

Apes in alta fecerant quercu favos:

 

Hos fuci inertes esse dicebant suos.

 

Lis ad forum deducta est, vespa iudice.

 

Quae genus utrumque nosset cum pulcherrime,

 

Legem duabus hanc proposuit partibus:

 

Non inconveniens corpus et par est color,

 

In dubium plane res ut merito venerit.

 

Sed ne religio peccet inprudens mea,

 

Alvos accipite et ceris opus infundite,

 

Ut ex sapore mellis et forma favi,

 

De quis nunc agitur, auctor horum appareat.

 

Fuci recusant: apibus condicio placet.

 

Tunc illa tali ius tulit sententiam:

 

Apertum est quis non possit et quis fecerit.

 

Quapropter apibus fructum restituo suum.

 

Hanc praeterissem fabulam silentio,

 

Si pactam fuci non recusassent fidem.


O LEÃO E O RATO

 

 

 

O LEÃO E O RATO

 

Certo dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O Leão acordou, pôs-lhe a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para o engolir.

- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um dia não precisarás de mim?

O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.

Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei, amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.

Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam.

E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.

 

MORAL DA HISTÓRIA:

 

A história nos ensina que não devemos subestimar os outros e que devemos tratar todas as pessoas com gentileza e respeito, independentemente do seu tamanho, aparência ou poder.

A história mostra que atos de bondade e ajuda mútua são importantes para criar laços de amizade e solidariedade entre as pessoas, e não porque esperamos receber algo em troca.

Fábulas de Jean de La Fontaine