...E dizer que o Augusto não tinha crença, que era ateu e que
não tinha religiosidade, vejam na visão geral criada por IA, sem nenhuma paixão humana.
“A religiosidade de Augusto dos Anjos
(1884-1914) é complexa e paradoxal, misturando um profundo pessimismo
materialista com elementos de espiritualidade. Embora marcado pela ciência
positivista e pela angústia existencial, sua obra dialoga com o espiritismo
(sendo relatado como simpático a reuniões mediúnicas), a filosofia budista e um
fundo de formação católica
Principais Facetas da Religiosidade de Augusto dos Anjos:
Simpatia pelo
Espiritismo/Espiritualismo: Relatos indicam que o poeta não apenas conhecia,
mas teria participado de reuniões mediúnicas e possuía afinidade com o
espiritismo, o que se reflete na imaterialidade de alguns de seus versos.
Influência Budista: Estudos apontam
que a filosofia do sofrimento e a negação da existência material presentes no
livro Eu dialogam com o budismo, mostrando a influência de Schopenhauer
na sua poética.
Herança Católica e Crítica: Apesar de
sua obra ser muitas vezes vista como uma desconstrução dos temas religiosos
tradicionais, análises sugerem uma "teopoesia" que reinterpreta o
sagrado, muitas vezes aproximando a figura divina da natureza ou do sofrimento
(como a figura do carneiro).
Pessimismo e Morte: Sua poesia
reflete uma angústia existencial profunda, onde a religiosidade é
frequentemente tensionada pelo materialismo científico de sua época, focando na
putrefação e no fim biológico, mas sem abandonar a busca pelo sentido
metafísico
A obra de Augusto dos Anjos não se
limita a um ateísmo simples, mas a uma angústia espiritual que navega entre a
fé tradicional e a descrença científica”.
Vejamos também a pergunta que Kardec
fez aos espíritos sobre Deus.
“1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência
suprema, causa primária de todas as coisas” *
2. Que se deve entender
por infinito?
“O que não tem começo
nem fim; o desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito.”
3. Poder-se-ia dizer
que Deus é o infinito?
“Definição incompleta.
Pobreza da linguagem dos homens, insuficiente para definir o que está acima de
sua inteligência.”
Deus é infinito em suas
perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar
o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não é
conhecida por uma outra que não o é mais do que a primeira.”
Amor e crença
Sabes que é
Deus?! Esse infinito e santo
Ser que preside e rege os outros seres,
Que os encantos e a força dos poderes
Reúne tudo em si, num só encanto?
Esse mistério eterno e sacrossanto,
Essa sublime adoração do crente,
Esse manto de amor doce e clemente
Que lava as dores e que enxuga o pranto?!
Ah! Se queres saber a sua grandeza,
Estende o teu olhar à Natureza,
Fita a cúp’la do Céu santa e infinita!
Deus é o templo do Bem. Na altura Imensa,
O amor é a hóstia que bendiz a Crença,
ama, pois, crê em Deus, e... Sê bendita!
Augusto dos Anjos

