sábado, 22 de agosto de 2026

Dia do folclore

 

Comemorando o Dia do Folclore no Brasil, catuquei um pedaço de tempo no meu notebook encontrei essas ledas mais comuns. Duas personagens que mais gosto são o Saci e Cumadre Fulôzinha.

O Dia do Folclore Brasileiro é celebrado em 22 de agosto. A data homenageia as tradições, mitos, lendas, festas populares, danças e saberes que formam a identidade cultural do país e passam de pais para filhos. Esse dia foi escolhido porque nessa mesma data, no ano de 1846, o escritor inglês William John Thoms criou a palavra "folklore".

Ele juntou folk (povo) com lore (saber, ciência) para definir o conhecimento tradicional de um povo.

No Brasil, a data foi oficializada em 17 de agosto de 1965 pelo Decreto nº 56.747 por meio do Decreto nº 56.747, assinado pelo então presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco e por seu Ministro da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda. No texto do decreto, há referência direta a William John Thoms e ao seu pioneirismo na pesquisa das culturas populares.

Restrito a três artigos, o conteúdo do decreto determina o ensino do folclore como sendo de importância fundamental para a cultura do país, como pode ser visto a seguir:

Art. 1º Será celebrado anualmente, a 22 de agosto, em todo o território nacional, o Dia do Folclore.

Art. 2º A Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro do Ministério da Educação e Cultura e a Comissão Nacional do Folclore do Instituto Brasileiro da Educação, Ciência e Cultura e respectivas entidades estaduais deverão comemorar o Dia do Folclore e associarem-se a promoções de iniciativa oficial ou privada, estimulando ainda, nos estabelecimentos de curso primário, médio e superior, as celebrações que realcem a importância do folclore na formação cultural do país.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 17 de agosto de 1965; 144º da Independência e 77º da República.

O escritor Monteiro Lobato foi um dos responsáveis por popularizar personagens do nosso folclore, autor de vários livros sobre o assunto.

Lendas e Mitos:

Saci-Pererê, menino negro de uma perna só, gorro vermelho e cachimbo.

Curupira, protetor das matas com os pés virados para trás. entidade da floresta que é pequeno, possui cabelos vermelhos e os pés ao contrário, era uma espécie de protetor da floresta que aterrorizava aqueles que a destruíam.

Iara (Mãe d'Água), sereia dos rios que encanta os pescadores. de origem tupi. Iara significa “Senhora das Águas”. Esta personagem é representada por uma sereia belíssima que atrai os pescadores com suas doces canções a fim de matá-los.

Boitatá, cobra de fogo que protege as florestas e os animais.  cobra de fogo que, na lenda, atacava aqueles que incendiavam a floresta.

Mula sem Cabeça, mulher que vira uma mula com chamas no lugar da cabeça. na tradição popular, mulheres que se deitavam com sacerdotes religiosos poderiam ser amaldiçoadas e transformar-se em uma mula que galopa soltando fogo pela cabeça e assombrando aqueles que encontra.

Boto-Cor-de-Rosa, animal que se transforma em homem elegante à noite para seduzir mulheres. ser muito conhecido do folclore amazônico que, na lenda, transformava-se em um homem sedutor que frequentava festas, seduzindo e engravidando mulheres solteiras.

Cuca, bruxa em forma de jacaré que pega crianças desobedientes. Ela é uma personagem muito temida pelas crianças, representada por velha feia e malvada com cara de jacaré que raramente dorme.

Lobisomem, homem que se transforma em lobo nas noites de lua cheia.

Negrinho do Pastoreio, menino escravizado cujas lendas falam de milagres e proteção.

Vitória-Régia, uma índia que se apaixonou por Jaci, o deus da Lua, esperava por ele todas as noites. Vendo a luz de Jaci refletida no rio, a índia Naiá inclina-se para beijá-lo e morre afogada, sendo transformada em uma planta conhecida como “estrela das águas”.

Caipora, criatura, homem ou mulher, que é a protetora dos animais e das florestas. Além de assustar os caçadores com uivos altos, ela os distrai com pistas falsas, fazendo eles se perderem na floresta.

Cobra Grande, também conhecida como Cobra Honorato ou Norato, seu pai é uma cobra gigante e sua mãe é uma índia, que abandona seus dois filhos no rio após dar à luz e verificar que ambos têm aspecto de cobra.

Cumadre Fulôzinha, Espírito travesso das matas do Nordeste, é uma famosa entidade de proteção da natureza, especialmente na Zona da Mata de Pernambuco e na Paraíba. Ela é retratada como uma menina ou indiazinha de longos cabelos negros que prega peças em quem desrespeita a mata.

Gralha-Azul, teve origem no estado do Paraná, na região sul do Brasil. Conta-se que uma gralha recebeu da Mãe Natureza um pinhão para matar sua fome. A ave, que ficou muito feliz e satisfeita com o alimento, comeu metade do pinhão e enterrou a outra para se alimentar depois, mas se esqueceu onde havia escondido o restante do fruto.

Acutipupu, criatura que hora é homem, hora é mulher. Com corpo masculino, fecunda mulheres que tem meninos valentes, enquanto com o corpo feminino, dá à luz, a belas meninas.

Ahó-Ahó, monstro parecido com uma ovelha que devora as pessoas, especialmente os indígenas que fugiam das missões jesuítas para regressar as suas aldeias.

Alamoa, mulher atraente que seduz marinheiros e pescadores, tal como as sereias, e se transforma numa figura monstruosa, desaparecendo com as suas vítimas.

Barba Ruiva, homem encantado que, ao longo do dia, é capaz de se transformar em menino, moço e velho. Abandonado por sua mãe, ele foi acolhido por Iara.

Bicho-Papão, monstro que fica embaixo da cama, atrás da porta ou dentro do armário e assusta as crianças malcriadas e mal-educadas durante a noite e que, ainda, pode comer as mais teimosas.

Safado, história contada por dona Ciça, - moradora no sitio de meu tio José Narciso em Lagoa Seca paraíba - mãe de Zefinha, aos netos. Contadas por um deles numa limpa de um olho d’água chamada Ingazeira. Cabra feio e desengonçado, que rastejava que nem cachorro doente depois do pôr do sol; corria atrás de menino teimoso e preguiçoso e quando o alcançava mordia nas pernas. A finalidade dessa história era para forçar a meninada voltar para casa cedo e não sair mais de casa durante a noite.

Bradador, Alma penada que sai vagando pelo mato às sextas-feiras depois da meia-noite. O motivo de ter sido devolvido à terra depois de enterrado é o morto não ter pagado todos os seus pecados.

Corpo-seco, espírito de homem que recebeu a maldição de ficar vagando pela noite, porque em vida cometeu pecado imperdoável, e seu corpo não é aceito nem por Deus, nem pelo diabo, e a própria terra o rejeita.

Guaraná, os olhos de um indiozinho muito estimado na tribo foram plantados a fim de que nascesse uma plantinha que desse energia às pessoas, dando origem ao guaraná. O menino tinha sido morto pelo invejoso deus da escuridão.

Jupurari, Deus da escuridão, visitava os indígenas durante o sono para provocar pesadelos. Em outras versões da lenda, Jurupari é um legislador de povos indígenas, que ao nascer revelou que traria leis aos homens.

Mãe de ouro, uma bonita mulher que voa, assume a forma de bola de fogo, e consegue encontrar ouro escondido para o proteger da extração, motivo pelo qual é conhecida como "protetora dos tesouros".

Mandioca, Mani, uma indiazinha muito querida, morreu e foi enterrada por sua mãe na sua oca, que com seu choro parecia regar a terra. Nesse lugar, nasceu um tubérculo nutritivo, a mandioca.

Papa-figo, um velho corcunda e barbudo, também conhecido como “homem do saco”, justamente por vagar pelas ruas com um saco nas costas onde guarda crianças desobedientes para, de seguida, comer os seus fígados.

Minhocão, Cobra-Grande (Boiuna), segundo a crença popular, o minhocão é uma cobra gigantesca que vive no Rio São Francisco e se move por baixo da terra. Seja nas águas ou em terra firme, a cobra causa estrago por onde passa, pois provoca desmoronamentos, abre grutas enormes e oferece risco de naufrágio aos pescadores e embarcações da região.

 Chico Rei surgiu na cidade de Ouro Preto, no estado de Minas Gerais. Conta-se na região que Chico era rei em uma aldeia no Congo e foi trazido para o Brasil contra sua vontade para trabalhar como escravo nas minas de ouro.

 Pai do Mato é meio homem e meio bicho, pois possui cabelos longos, unhas grandes, dentes afiados e patas de bode. Mesmo com a aparência diferente, o Pai do Mato é conhecido como um ser que cuida dos animais e ataca somente as pessoas que querem fazer mal aos bichos que vivem na floresta.

Todas as noites ele sai pelas matas montado em seu porco-do-mato para conferir se todos os animais estão em segurança.

Anhangá, o fantasma das florestas, é um espírito protetor dos animais na mitologia tupi-guarani. Aparece geralmente como um veado branco de olhos de fogo. Persegue e assusta caçadores que matam por prazer ou que caçam fêmeas prenhes.

Pisadeira, assombração de uma mulher esquelética que pisa no peito das pessoas provocando paralisia do sono quando estão dormindo.

Caboclo d'Água, monstro que habita os rios e assusta pescadores, comum em Minas Gerais.

Romãozinho, menino maldoso e travesso que prega peças cruéis.

Mão de Pau, aparição folclórica que assombrava estradas antigas. 

Mapinguari, monstro peludo e ciclope das matas da Amazônia que devora caçadores.

Caboclo d'Água, criatura anfíbia que vive no Rio São Francisco e vira canoas.

Capelobo, monstro com corpo de homem e cabeça de cachorro/tamanduá.

Mangangá, valente lendário das lendas nordestinas de capoeira e valentia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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