A fábula "A Raposa e
as Uvas" é uma criação atribuída ao escritor grego Esopo e posteriormente reescrita por outros contadores de histórias, como Jean
de La Fontaine,
Texto
Original em Latim (Fedro, Livro IV, Fábula 3)
Fame
coacta vulpes alta in vinea
uvam adpetebat, summis saliens viribus.
Quam tangere ut non potuit, discedens ait:
Nondum matura es; nolo acerbam sumere.
Qui, facere quae non possunt, verbis elevant,
adscribere hoc debebunt exemplum sibi.
A
Raposa e as Uvas
Certa
ocasião, uma raposa se encontravam morta de fome, pois estava sem comer há
dias. Andava por um pomar quando avistou um belo cacho de uvas.
As
uvas negras estavam muito viçosas, maduras e prontas para serem apreciadas.
Percebendo que estava sozinha e que o caminho estava livre, aprontou-se para
colher aqueles frutos.
Não
poupou esforços ao tentar pegá-las, empregou todos os seus conhecimentos e
habilidades. Ainda que estivessem fora de seu alcance, não cessou as
tentativas.
Depois
de tantas investidas fracassadas, além de faminta, agora ela estava exausta e
desapontada. Sendo assim, suspirando, deu de ombros, finalmente dando-se por
vencida.
Deu
meia volta e foi embora. Desolada por conta das tentativas mal sucedidas, a
raposa tentou consolar a si mesma dizendo “Na verdade, olhando com mais
atenção, consigo perceber que todas as uvas estão estragadas, e não maduras,
como elas aparentavam quando as vi pela primeira vez.”
Moral da história
Muitas pessoas tentam
fingir que despreza aquilo que não consegue obter. A história serve para nos
lembrar que devemos acatar e reconhecer quando falhamos, sem menosprezar aquilo
que antes desejávamos, pra a gente não cair no ridículo como a história da raposa.
Fábulas são
pequenas histórias que transmitem ensinamentos sobre a vida, pois abordam
lições morais. A maior parte das fábulas expõe situações corriqueiras, típicas
do dia-a-dia, mas são vivenciadas por animais.
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