quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A RAPOSA E AS UVAS

 

A fábula "A Raposa e as Uvas" é uma criação atribuída ao escritor grego Esopo e posteriormente reescrita por outros contadores de histórias, como Jean de La Fontaine,

Texto Original em Latim (Fedro, Livro IV, Fábula 3)

Fame coacta vulpes alta in vinea
uvam adpetebat, summis saliens viribus.
Quam tangere ut non potuit, discedens ait:
Nondum matura es; nolo acerbam sumere.
Qui, facere quae non possunt, verbis elevant,
adscribere hoc debebunt exemplum sibi.

A Raposa e as Uvas

Certa ocasião, uma raposa se encontravam morta de fome, pois estava sem comer há dias. Andava por um pomar quando avistou um belo cacho de uvas.

As uvas negras estavam muito viçosas, maduras e prontas para serem apreciadas. Percebendo que estava sozinha e que o caminho estava livre, aprontou-se para colher aqueles frutos.

Não poupou esforços ao tentar pegá-las, empregou todos os seus conhecimentos e habilidades. Ainda que estivessem fora de seu alcance, não cessou as tentativas.

Depois de tantas investidas fracassadas, além de faminta, agora ela estava exausta e desapontada. Sendo assim, suspirando, deu de ombros, finalmente dando-se por vencida.

Deu meia volta e foi embora. Desolada por conta das tentativas mal sucedidas, a raposa tentou consolar a si mesma dizendo “Na verdade, olhando com mais atenção, consigo perceber que todas as uvas estão estragadas, e não maduras, como elas aparentavam quando as vi pela primeira vez.”

Moral da história

Muitas pessoas tentam fingir que despreza aquilo que não consegue obter. A história serve para nos lembrar que devemos acatar e reconhecer quando falhamos, sem menosprezar aquilo que antes desejávamos, pra a gente não cair no ridículo como a história da raposa.

Fábulas são pequenas histórias que transmitem ensinamentos sobre a vida, pois abordam lições morais. A maior parte das fábulas expõe situações corriqueiras, típicas do dia-a-dia, mas são vivenciadas por animais.

           

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